
Sobre mim
Nunca separei essas coisas. Foram os mais de três anos na Medicina de Família e Comunidade que me ensinaram a olhar pra alguém de forma inteira. Não porque decidi ser "integrativa", mas porque é assim que a atenção longitudinal funciona: acompanhar a mesma pessoa por anos, ver o sono dela mudar após o nascimento do filho, os problemas de intestino que surgem na fase de trabalho mais intenso, o humor melhorar com descanso e reconexão, os ciclos hormonais atuando na fome… entender que nada disso é separado de verdade. Compartimentar em especialidades é útil para organizar um sistema de saúde e, às vezes, até uma abordagem, mas não é como um corpo realmente funciona.
O que fui buscando depois (canabinoides, saúde mental, acupuntura) não foi uma mudança de direção. Foram formas diferentes de sustentar essa mesma visão: um alguém inteiro, com desejos, fases, mudanças, sentimentos e sintomas que, muitas vezes, são a pontinha visível de tudo isso.
Aqui, o sintoma é só um ponto de partida. Pergunto sobre os pilares da Medicina do Estilo de Vida (sono, movimento, alimentação, estresse, conexão) mesmo quando ninguém veio falar sobre isso. Tomo mais tempo escutando do que falando. E não me interessa só o que é "médico" nesse momento: quero entender a cultura, a rotina, o contexto que formaram a pessoa que está sentada ali, porque é isso que geralmente explica o sintoma, não só o exame.
O plano que construo junto com você olha na horizontal: não resolve um ponto isolado e encerra ali. É entender o quadro inteiro, e permanecer tempo suficiente pra acompanhar como ele muda.
Se o meu espaço faz sentido pra você, venha pousar por aqui. Agende sua Landing, o ponto onde a gente para, escuta e começa a entender o que o seu corpo e sua vida estão pedindo agora.
Depois, se um encontro for suficiente, ou se fizer sentido seguir desdobrando sua história, no Unfolding, a gente decide juntos, no seu tempo.